03 julho 2011

Mãos alheias: Geração Coca-Cola


Geração Coca-Cola - e agora, com vodka.
Mal sabia Renato Russo que, as coisas ainda poderiam piorar.
Vira e mexe algo hediondo estampa a capa de um jornal, e infelizmente, o rosto embaçado nunca é um erro na imagem, um jovem está envolvido no caso. E então, o que fazer? Se bater não pode e colocar de castigo não adianta? Conversar, pra quê? O fone de ouvido deles sempre está alto demais para ouvir coisas desse tipo.
Quando aconteceu essa corrupção cerebral? Até outro dia eles eram crianças, e não sabiam o significado da palavra estuprar. E hoje sabem, como sabem.
Sinto vergonha de ser uma adolescente nos dias atuais. Sinto vergonha de ver jovens – alguns próximos até demais – se transformarem em algo que até onde eu me lembro, consideravam errado.
Não é preciso beber para se divertir, não é preciso beijar uma dezena de caras em uma noite para mostrar que é sexy, não é preciso matar a namorada para mostrar que a ama, não é preciso matar o cachorro de rua para mostrar que é valentão. Do que adianta o dez na escola, e o zero na vida? Está reprovado para sempre.
E sim, eles sabem o que fazem, eu sei, porque eles não saberiam? E parem de colocar a culpa no dinheiro, classe social não muda nada, só o andar no qual a criança é jogada, ou o lugar em que o corpo é escondido.
O dinheiro faz aparecer e desaparecer, literalmente, não é mesmo?
Não quero impressionar ninguém, ou dar lição de moral. Até porque, meus dezesseis anos ainda não me mostraram o suficiente para saber tudo de tudo. O que eu sei é apenas o que eu não quero. E se quer saber? Tenho muito orgulho de odiar coca-cola.



Quem escreveu esse texto?

 

Bruna Vieira ou Depois dos Quinze.
Blogueira mineira, integrante do time Capricho.
Sucesso adolescente.


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